O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, tem afirmado a aliados que não deixará seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), sem apoio. Segundo o senador, existe um plano para resgatar Eduardo, atualmente réu no Supremo Tribunal Federal (STF) e que teve seu mandato de deputado cassado em dezembro de 2020.
As anotações de Flávio indicam que Eduardo poderia ser um potencial candidato ao Senado. Entretanto, uma das possibilidades em discussão seria colocá-lo na condição de suplente. Desta forma, o partido PL poderia ampliar suas alianças, pois o titular da vaga seria de outro partido.
Caso tal chapa vença as eleições, o plano seria que o titular se torne ministro, abrindo caminho para que Eduardo assuma a vaga do Senado e retorne dos Estados Unidos, onde atualmente reside.
Guilherme Derrite (PP), deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública, aparece como um dos cotados para uma vaga ao Senado em São Paulo. Para a outra vaga, há vários nomes em consideração, entre eles: Renato Bolsonaro, o deputado Mario Frias (PL) e Eduardo Bolsonaro (identificado pela sigla EB).
Eduardo Bolsonaro se tornou réu em ação no STF por uma suposta trama golpista, sendo acusado dos crimes de obstrução à Justiça e coação no curso do processo. Ele e o blogueiro Paulo Figueiredo foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por supostamente articularem sanções contra ministros do STF enquanto estavam nos Estados Unidos.
A denúncia afirma que a iniciativa buscava pressionar a Corte a não condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no processo da tentativa de golpe. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão neste caso.
No ano passado, Eduardo Bolsonaro decidiu permanecer nos Estados Unidos e declarou que só retornaria ao Brasil quando tivesse certeza de que não seria preso.
