21/05/2026
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Empresas adaptam-se à reforma tributária, mas desafios persistem

Os quatro primeiros meses de adaptação à reforma tributária mostram que as empresas passaram da fase de apenas monitorar regras para focar em uma atuação mais prática. Mas ainda há desafios.

Nem todos os contribuintes estão conseguindo cumprir as exigências de destaque de informação dos novos tributos nas notas fiscais, e alguns municípios estão atrasados na disponibilização dos documentos no novo formato.

Em conversa com o blog, Luciano Idésio, vice-presidente Latam para o segmento corporativo da Thomson Reuters, e Edinilson Apolinário, diretor de tributos e conteúdo e líder de reforma tributária da Thomson Reuters, falam sobre a adaptação das empresas e sobre os desafios da reforma tributária.

Segundo Idésio, a entrada dos documentos eletrônicos, em janeiro e fevereiro, foi um período de adaptação. Os clientes aprenderam o novo desenho dos documentos. Os principais desafios estavam nos layouts dos documentos municipais, a NFS-e. A empresa entregou o primeiro módulo, de conciliação, e a contabilização será entregue em maio.

Apolinário afirma que as empresas tiveram muitas dúvidas, mas foram bem na parte de documentos fiscais de mercadorias, conhecimento de transporte e NFC de varejo. Os municípios, por outro lado, estão tendo desafios. Muitos ainda não definiram se vão para o modelo nacional ou adotar o local. Muitos deixaram a versão antiga e a nova funcionando, o que evitou travamento de emissão.

Idésio explica que a reforma criou a necessidade de um módulo de conciliação. A plataforma trabalha no nível do documento fiscal, permitindo a auditoria do próprio documento. Isso evita erros e facilita o trabalho do gestor fiscal e de uma auditoria futura. Apolinário complementa que tudo acontece agora em tempo real. É preciso criticar a pré-apuração, olhando as transações nos sistemas internos para saber se vai aceitar ou não a informação que o fisco traz.

Sobre o sistema federal da CBS e o sistema separado do IBS, Apolinário diz que o piloto da Receita Federal começou em julho do ano passado, e o contexto de apuração assistida é calcado na visão da CBS. No caso do IBS, o piloto começou em janeiro. A expectativa é que não haja diferença estrutural.

Idésio afirma que, para grandes empresas, foi proposta uma solução para trabalhar a cadeia de fornecimento, replicando a solução para parceiros com dificuldades.

Edinilson Apolinário destaca que as empresas já estão em outro patamar. Saiu o pensamento de monitorar regra. As legislações estão postas, e a atuação agora é mais prática e operacional, ligada a sistemas e processos. O segundo ponto é um olhar estratégico, avaliando impacto em pricing e contratos, que já precisam ser renovados com o novo modelo.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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