Campo Grande já aparece no boletim estadual com 807 notificações de SRAG em 2026. Nos casos hospitalizados confirmados para Influenza na capital, o H3N2 puxa a fila: são 51 registros, além de 27 por Influenza B, 15 por Influenza A não subtipada e 2 por H1N1, segundo o boletim da Semana Epidemiológica 18. Em Mato Grosso do Sul, o mesmo recorte aponta 2.479 notificações de SRAG hospitalizada e 339 confirmações por Influenza.
Gripe forte não começa sempre como emergência. Às vezes, começa como febre repentina, dor no corpo, tosse, dor de garganta, dor de cabeça, calafrios, mal-estar e secreção nasal. Em crianças, vômitos e sintomas gastrointestinais também podem aparecer. O erro é esperar demais quando a respiração muda.
Procure atendimento imediato se houver falta de ar, dificuldade para respirar, dor ou pressão no peito, confusão mental ou sinais de desidratação. Em crianças, acendem alerta a respiração rápida, pele azulada ou acinzentada, apatia, irritabilidade intensa, vômitos persistentes ou febre com tosse que não melhora.
O cuidado precisa ser ainda mais rápido em crianças menores de 5 anos, idosos, gestantes, pessoas com asma, doenças cardíacas, diabetes ou outras condições crônicas. Em grupos de risco e casos graves, o antiviral oseltamivir pode ser indicado pelo médico, de preferência nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas. Automedicação, aqui, atrasa decisão.
Nos quadros leves, repouso, hidratação, lavagem nasal e controle da febre costumam fazer parte da orientação médica. Para reduzir transmissão, a vacina anual segue como a principal proteção contra casos graves. Lavar as mãos, ventilar ambientes, evitar aglomerações quando há sintomas e cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar ainda contam muito.
Em Campo Grande, os Hospitais Proncor e Santa Marina contam com pronto-socorro 24 horas. O Hospital Proncor Chácara Cachoeira oferece atendimento ao público adulto, enquanto o Hospital Santa Marina se destaca pela emergência pediátrica 24 horas, com retaguarda de especialidades infantis e atendimento para queixas como dificuldade para respirar, febre alta, pneumonia, asma e bronquite.
Se a tosse vem junto com cansaço para respirar, lábios arroxeados, sonolência fora do normal ou febre persistente, não espere “virar amanhã”. A pergunta que encurta o risco é simples: este quadro está só incomodando ou já está mudando a respiração? Em urgência ou emergência, procure o pronto-socorro 24h mais próximo.
