Preso por participação na execução do pintor Mateus Almeida Costa, 27 anos, durante Festival Gastronômico em Chapadão do Sul, Luiz Henrique Araujo dos Santos, 22 anos, confessou ter sido contratado pelo Comando Vermelho para cometer o crime na madrugada de sábado (2) na Praça de Eventos da cidade.
Em depoimento, Luiz relatou que a facção determinou a execução de Mateus e o cooptou para ajudar. Ele conduziu a motocicleta e levou Bruno Lisbão Santos ao local. Bruno segue foragido e foi apontado como atirador e intermediário do contato com integrantes do Comando Vermelho.
O rapaz negou integrar o grupo criminoso, mas disse que participou de grupos de mensagens com membros da facção. Natural da Bahia, mora há quatro anos em Chapadão do Sul.
Luiz contou que foi até a Praça de Eventos a pé por volta das 21h de sexta-feira (1º). Lá encontrou Janailson Justino da Silva, que estava com a namorada e mais uma pessoa. O grupo ficou junto durante o show da cantora Naiara Azevedo.
À delegada Bianca Martins, ele disse que integrantes da facção o convidaram nos grupos de WhatsApp para participar da execução e determinaram que ele seria o condutor da moto. Em troca, teria o aluguel da casa pago por seis meses, motivo pelo qual aceitou a proposta.
O contato foi feito dias antes e o crime foi planejado com divisão clara de tarefas. Ele passou a manter contato com Bruno, identificado inicialmente como “Lacerda”. No dia do crime, Bruno avisou que o olheiro tinha encontrado Mateus e que ele estava pronto para a execução. Luiz pegou a motocicleta de Janailson e levou “Lacerda” até a vítima. Após os disparos, os dois fugiram para a casa dele.
Bruno ficou no local um tempo e depois fugiu em carro de aplicativo, deixando a arma, o carregador e as munições. Janailson, que confessou ser dono da moto e sabia que seria usada na execução, foi até a casa e buscou o veículo. Ele estava com a esposa, que não tinha conhecimento do crime.
No dia seguinte, Janailson levou a arma e as munições até a casa de José Eduardo dos Santos Almeida, o “Sombra”. A entrega ocorreu por ordem da facção. Acreditava-se que o motivo da execução era disputa entre grupos criminosos rivais. A segunda vítima não teria relação com o crime e foi atingida por engano.
Janailson afirmou que emprestou a motocicleta em troca da quitação das parcelas do veículo, oferta feita por um membro do Comando Vermelho. Ele havia comprado a Honda Bros há três meses. José Eduardo optou pelo silêncio e Bruno segue foragido.
