25/05/2026
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Hackathon tipo ‘O Aprendiz’ leva alunos a resolver desafios reais

Cerca de 70 estudantes de tecnologia participaram de um hackathon em Campo Grande, promovido pelo Insted Centro Universitário em parceria com a Dale Sorvetes e a Bem Inteligência de Dados. O evento começou na sexta-feira (22) e simulou a dinâmica de realities como O Aprendiz, com grupos tendo tempo limitado para resolver problemas reais da indústria.

Os alunos do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas concorreram a um prêmio de R$ 3 mil e à chance de serem contratados. Os temas abordados incluíram inteligência artificial, internet das coisas, sensoriamento e inovação aplicada às demandas industriais.

A organizadora do evento, Bem Inteligência de Dados, tem cerca de 14 colaboradores e atende clientes como frigoríficos e empresas do setor alimentício, entre elas Dale, Semalo e Bello Alimentos. O diretor comercial da empresa, Pablo Zucareli, afirmou que a proposta foi aproximar os estudantes dos desafios do dia a dia das empresas. “Eles passam horas programando e, ao final, um dos grupos é premiado. Além disso, estamos avaliando candidatos para integrar o nosso time”, disse.

Os participantes receberam problemas reais no início da maratona, como eficiência energética, manutenção, controle de produção e conectividade. “Apresentamos tudo no primeiro dia e demos suporte para que eles desenvolvessem algo que realmente possa ser aplicado dentro da indústria”, detalhou Zucareli.

Para o professor Leandro Vigo, do Insted e gerente de inovação do hub, a experiência funciona como uma ponte entre a teoria e o mercado. “Muitos ainda não trabalham na área, então essa imersão mostra, de forma intensa, como é o dia a dia”, explicou.

O estudante Juliano Ribeiro, de 19 anos, participou pela primeira vez de um evento do tipo e comparou a experiência a um “mergulho” no mundo profissional. “A gente precisa resolver um problema real em pouco tempo. É desafiador, mas é um aprendizado muito grande”, disse. Juliano já tem dois estágios, um em desenvolvimento de uma empresa de energia e outro como analista de qualidade de software, mas destacou a diferença da dinâmica do hackathon. “É diferente do que eu vejo no estágio, porque aqui temos um tempo muito curto para chegar ao objetivo. É mais intenso e desafiador”, afirmou.

Fernando Alves, de 28 anos, ressaltou o contato com uma realidade fora da sala de aula. “Em dois dias, aprendemos mais do que em semanas. Tivemos que entender desde máquinas até sensores para conseguir pensar em soluções. Isso agrega muito para o mercado de trabalho”, relatou.

O evento também funciona como vitrine para novos talentos em um setor que enfrenta escassez de profissionais qualificados. “Hoje o mercado precisa de mão de obra. Conectamos universidade, indústria e contratação. É uma forma de encontrar profissionais já preparados”, concluiu Zucareli.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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