Mordidas, gafes e banho de champagne: os shows icônicos de Campo Grande
Campo Grande coleciona histórias marcantes de shows que passaram pela cidade. Entre os episódios mais lembrados estão uma fã que mordeu um senhor no aeroporto por causa dos Menudos, Chorão…
Campo Grande coleciona histórias marcantes de shows que passaram pela cidade. Entre os episódios mais lembrados estão uma fã que mordeu um senhor no aeroporto por causa dos Menudos, Chorão encerrando uma apresentação com banho de champagne e adolescentes desmaiando perto dos Mamonas Assassinas. Rita Lee também cometeu uma gafe ao confundir Mato Grosso do Sul com Mato Grosso.
Na década de 1980, a boy band porto-riquenha Menudos causou febre entre as sul-mato-grossenses. A recepção no aeroporto reuniu fãs aos gritos. Uma jovem chegou a agredir um homem que fazia comentários maldosos sobre o grupo. O resultado foi uma ida ao hospital e quatro pontos no ferimento. O grupo se apresentou para mais de 50 mil pessoas.
Nos anos 1990, os Mamonas Assassinas lotaram o Albano Franco. Fãs acompanharam a banda do aeroporto ao palco, e algumas passaram mal. O professor Carlão, responsável por trazer o grupo, lembrou em 2025 que a cidade foi tomada por fãs. “Eu vi a música Vira na TV e arrisquei. Assinei o contrato e trouxe o show”, disse. A energia da banda confirmou o fenômeno. Carlão destacou a relação dos integrantes com os fãs: “Eles tinham um carinho pelo público que era sensacional”. A tragédia aérea de 1996 interrompeu a carreira do grupo.
Em junho de 2012, o Charlie Brown Jr. reuniu cerca de 100 mil pessoas no Parque das Nações Indígenas. O show teve atraso de quase duas horas por problemas técnicos, mas o público não esfriou. A apresentação terminou com banho de champagne. Chorão disse na época: “Foi demais, estou muito feliz. Quero voltar”.
Rita Lee se apresentou em 2011 para cerca de 70 mil pessoas no mesmo parque. Nos bastidores, elogiou o trio Hermanos Irmãos: “Eu ouvi os paraguaios ‘trintintin’. Parabéns, adorei”. A cantora confundiu Mato Grosso do Sul com Mato Grosso durante a passagem pela cidade. Tempos depois, em um show em Chapada dos Guimarães, agradeceu o “povo de Mato Grosso do Sul” e disse que era para “vingar” o povo de MS.
O Guns N’ Roses deixou fãs presos na BR-262 por mais de seis horas. A expectativa era de 35 mil pessoas no Autódromo Internacional Orlando Moura. Muitos não chegaram a tempo. Os que conseguiram tiveram que andar até 13 km. Mototaxistas ajudaram a encurtar a caminhada. A mãe de Axl Rose subiu ao palco para pedir desculpas pelo atraso. A banda ficou dois dias em um hotel da cidade, e os fãs fizeram plantão na porta.
David Guetta se apresentou no Jóquei Clube para um público entre 20 e 25 mil pessoas. O DJ francês comandou uma madrugada com luzes, jatos de fogo e papel prateado. Ele brincou com os fãs durante a apresentação.
Marília Mendonça lotou o Parque das Nações Indígenas em 2019 com menos de 12 horas de divulgação. A cantora gravou o projeto “Te Vejo em Todos os Cantos”. O show teve clima de encontro entre amigos. Marília conversou com o público e conduziu a gravação da música “Obrigada por Estragar Tudo”. A cantora também apareceu no Centro da Cidade e foi rodeada por fãs. Com a morte precoce da artista em um acidente aéreo, a gravação ganhou significado especial para quem esteve lá.
Luan Santana gravou seu primeiro DVD em Campo Grande em 2009. Aproximadamente 75 mil pessoas acompanharam a apresentação no Parque das Nações Indígenas. Muitas adolescentes sonhavam em chegar ao camarim, e algumas conseguiram subir ao palco para abraçar o cantor. O DVD ajudou a transformar sucessos como “Meteoro” em fenômenos nacionais.
Sandy & Junior gravaram o DVD da turnê “Identidade” em 2005 no Parque de Exposições Laucídio Coelho. O show foi gratuito e reuniu milhares de fãs. A apresentação foi exibida na TV na virada do ano.
O RPM se apresentou em Campo Grande durante o Festival do Sobá de 2013. O público que tomou conta da frente do palco foi formado por pessoas que viveram a juventude nos anos 1980. A banda comemorava 30 anos de carreira. Sucessos como “Alvorada Voraz”, “Olhar 43” e “Rádio Pirata” transformaram a apresentação em uma máquina do tempo.