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Mulheres ampliam vantagem na escolarização em MS

Por Ede Notícias · · 3 min de leitura
Mulheres ampliam vantagem na escolarização em MS
Estudantes saindao da escola em Campo Grande (Foto: Arquivo/Campo Grande)

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Educação, divulgados nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as mulheres ampliaram a vantagem na escolarização em Mato Grosso do Sul a partir dos 15 anos. Até os 14 anos, os meninos apresentam taxas ligeiramente superiores. Após essa idade, as mulheres passam a liderar todos os indicadores de permanência e progressão nos estudos.

A maior diferença foi registrada entre jovens de 18 a 24 anos. Nessa faixa, a taxa de escolarização masculina foi de 28,7%, enquanto a feminina chegou a 40,2%, uma vantagem de 11,5 pontos percentuais. O estudo também aponta uma redução na presença masculina na educação nessa faixa etária na última década. Em 2016, a taxa era de 33,3% e, em 2025, caiu para 28,7%.

O levantamento também revela desafios para o estado. A taxa de escolarização de crianças de 0 a 5 anos caiu de 57,9% em 2024 para 57% em 2025. Com isso, Mato Grosso do Sul caiu da 12ª para a 18ª posição no ranking nacional. O melhor resultado foi de São Paulo (70,5%) e o pior, do Amapá (30,7%).

Entre crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, a taxa de escolarização foi de 99,5%, a maior do estado. Já o menor índice foi entre pessoas de 25 anos ou mais, com apenas 5,2% frequentando alguma instituição de ensino.

As diferenças raciais persistem entre os jovens. Na faixa de 18 a 24 anos, a taxa de escolarização de pessoas brancas foi de 42,4%, contra 28,9% de pretos ou pardos. Entre crianças de 0 a 5 anos, a escolarização foi maior entre pretos e pardos (60,5%) do que entre brancos (53,6%).

No ensino fundamental, a taxa ajustada de frequência escolar líquida para crianças de 6 a 14 anos alcançou 96%, superando a meta de 95% do Plano Nacional de Educação (PNE). Apesar do avanço, o estado ficou na 18ª colocação nacional. Nos demais níveis, houve queda. Entre adolescentes de 15 a 17 anos, a taxa no ensino médio foi de 72,2%, recuo de 0,5 ponto percentual. Entre jovens de 18 a 24 anos, a taxa no ensino superior caiu de 31,1% para 30%.

As mulheres lideram no ensino médio e superior. Entre jovens de 15 a 17 anos, a taxa feminina foi de 79,1%, contra 65,3% dos homens. No ensino superior, entre 18 a 24 anos, as mulheres registraram 36,5%, ante 23,7% dos homens.

O ensino fundamental concentra o maior número de estudantes, com 385 mil alunos, considerando a Alfabetização de Jovens e Adultos (AJA) e a Educação de Jovens e Adultos (EJA). A rede pública predomina na educação básica, com 334 mil matrículas. Já no ensino superior, a rede privada tem 92 mil alunos, contra 48 mil na pública. A participação das universidades públicas cresceu, passando de 36 mil estudantes em 2016 para 48 mil em 2025.

Entre a população adulta, o ensino médio é o maior nível de instrução, com 719 mil pessoas (38,6%). As mulheres têm maior escolaridade: 20,5% concluíram a graduação e 8,6% têm pós-graduação, contra 17,1% e 4,3% dos homens, respectivamente. A desigualdade racial persiste: 24,4% dos brancos têm graduação, ante 14,6% de pretos e pardos.

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