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Damares ameaça deixar campanha de Flávio após ataques

Por Ede Notícias · · 2 min de leitura

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ameaça desistir de colaborar com o plano de governo da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A parlamentar se irritou com o avanço de ataques de aliados do presidenciável contra ela e Michelle Bolsonaro nas redes sociais. A disputa de poder no núcleo bolsonarista se arrasta desde a semana passada.

Em resposta aos ataques, Damares já avisou que não vai comparecer ao encontro de Flávio com lideranças femininas, marcado para esta quarta-feira (1) em Brasília. Interlocutores próximos dizem que o recuo na participação da campanha pode ser o próximo passo. A ex-ministra de Jair Bolsonaro foi sondada para contribuir com a redação de programas voltados para direitos humanos e assistência social.

O convite partiu da correligionária Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal no governo Bolsonaro e cotada para a vice de Flávio. O aceno tinha como objetivo atrair o eleitorado feminino, principal ponto fraco do pré-candidato.

Os planos de Daniella e Flávio podem ser prejudicados pelo fogo amigo bolsonarista. Michelle Bolsonaro divulgou na semana passada um vídeo de 27 minutos com críticas ao enteado. Ela escancarou divergências sobre palanques estaduais do PL nos quais alega ter sido preterida.

Damares saiu em defesa da ex-primeira-dama. Nos últimos dias, ela evitava confirmar presença no encontro de lideranças femininas, assim como a própria Michelle. A senadora passou a ser cobrada por bolsonaristas e discutiu publicamente com Paulo Figueiredo, aliado do deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL), na rede social X.

Figueiredo insinuou que a ex-ministra não abraçou a agenda bolsonarista contra o STF e aderiu à "militância feminista". Oswaldo Eustáquio, outro bolsonarista que vive na Espanha, chamou Damares de "uma das maiores feministas do Brasil" e fez insinuações sobre sua vida conjugal, o que enfureceu a parlamentar.

No vídeo divulgado na última quarta-feira, Michelle denunciou a atuação de um "grupo do exterior" com ataques à sua atuação política e vida pessoal. A referência foi indireta a Eduardo e outros militantes "autoexilados". A crise levou à renúncia de Michelle da presidência do PL Mulher na noite da última terça, após conversa com o dirigente nacional Valdemar Costa Neto.

Diante da saída e dos rumores de desistência da pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, Damares divulgou uma nota. Ela afirma que a decisão da aliada demonstra que Michelle "tem uma causa, e não um projeto de poder". A nota diz ainda que Michelle não está "jogando a toalha" e que plantou a semente para as mulheres que caminharam com o grupo.

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