Pedro Pascal revela maior desafio e 1º papel principal
O ator Pedro Pascal, conhecido por seus papéis em “The Last of Us” e “Game of Thrones”, enfrentou um de seus maiores desafios profissionais ao se preparar para seu primeiro papel principal no cinema no filme “Behemoth!”. Segundo ele, aprender a tocar violoncelo de forma convincente para as filmagens foi a tarefa mais difícil que já teve que realizar.
“Segurar um arco corretamente leva um dia de aula, e isso é rápido”, disse Pascal à Vanity Fair. “Isso foi dez vezes mais difícil do que qualquer uma dessas coisas por causa do maldito violoncelo. Literalmente a coisa mais difícil, mais difícil, mais difícil que já tive que aprender a fazer. Estar em uma arena de gladiadores ou pendurado em um arnês – essas coisas são fichinha perto de aprender a tocar violoncelo e fazer parecer convincente enquanto você está tocando Tchaikovsky.”
O filme é dirigido por Tony Gilroy, conhecido por “A Herança de Bourne” e pela série “Andor”. Gilroy descreve o personagem principal, Alex, como um violoncelista prodígio que retorna a Los Angeles e entra no mundo da composição musical para Hollywood após décadas se apresentando em orquestras pelo país. O papel foi originalmente de Oscar Isaac, que deixou o projeto em agosto passado.
“Meu filho sempre me acusou de escrever pornografia de competência”, brincou Gilroy. “Eu gosto muito de um herói que é muito bom em alguma coisa.”
Pascal, de 51 anos, assumiu o papel após uma conversa de três horas com o diretor. “Havia algo nessa história que acho que me conectei mais cerebral e emocionalmente”, disse o ator. “Alex não é uma estrela do rock. Ele nem é alguém que procura os holofotes. Ele é apenas alguém cuja primeira língua é a música.”
Para Gilroy, o filme também representa um olhar sobre o mundo dos músicos de estúdio em Hollywood, uma profissão que ele considera “ameaçada”. O diretor passou um ano entrevistando músicos reais de estúdio para escrever o roteiro. “Você pode ter 30, 60, 90 músicos em uma sala, e eles dificilmente poderiam ser mais diversos. Se você olhar para eles na rua sem seus instrumentos, eles não têm nada em comum”, disse Gilroy. “No momento em que entram na música e começam a tocar, toda essa individualidade desaparece.”
Uma das características mais inusitadas de “Behemoth!” é que o filme conta com nove compositores diferentes para criar as trilhas sonoras dos filmes fictícios que aparecem na trama. Gilroy teve que contornar agentes para conseguir reunir nomes como Michael Giacchino, James Newton Howard e Alan Silvestri. “Tive que criar um medo de ficar de fora”, disse o diretor. “Foi difícil no começo. No final, tive que recusar pessoas.”
Devido às regras atuais da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que permitem que até três compositores recebam troféus individuais, é improvável que a trilha sonora do filme seja elegível para o Oscar. “A resistência sobre nove compositores é: ‘Você nunca pode ser indicado a um Oscar se tiver nove compositores, e você está fazendo um filme sobre música de cinema’”, explicou Gilroy.