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Omissão pública: quando os recursos não chegam à população

Por Ede Notícias · · 2 min de leitura
Omissão pública: quando os recursos não chegam à população
Omissão pública: quando os recursos não chegam à população

Em artigo publicado nesta semana, o escritor Marcos Fabrício Lopes da Silva discute a relação entre a política, a gestão pública e a omissão administrativa no Brasil. O texto parte de uma citação da autora Anne Rice sobre a obra de Franz Kafka para criticar o cenário político atual, marcado pela falta de propostas originais e pelo chamado "jogo político".

O autor afirma que o uso de recursos públicos deveria seguir princípios como eficiência, transparência e moralidade. No entanto, a não aplicação de verba já destinada à população é apontada como uma falha grave de gestão. Segundo o texto, quando o recurso não é utilizado, quem perde é a sociedade, principalmente as comunidades que dependem de políticas públicas essenciais.

A violência e a criminalidade também são temas abordados no artigo. Para o autor, elas ganham força quando o Estado deixa de agir, quando recursos ficam paralisados e quando gestores não cumprem suas obrigações. A lentidão administrativa e a falta de planejamento são citadas como fatores que adiam ou inviabilizam ações de transformação social.

O texto defende que a responsabilidade de quem ocupa função pública deve estar acima de disputas políticas. A omissão do poder público, segundo o autor, pode abrir espaço para que crianças e jovens sejam aliciados pela criminalidade, especialmente quando falham áreas como educação, cultura, esporte e assistência social.

O artigo também critica a justificativa de que "faltou dinheiro" para explicar a ausência de ações. Para o autor, o que falta é disposição para agir e capacidade de enxergar além de interesses partidários. Ele menciona que a exigência de comprovação de dolo específico é usada como recurso para não caracterizar lesão ao erário, mas ressalta que o erário pertence à coletividade.

O autor conclui que a corrupção destrói, mas a omissão e o comodismo também. A inércia, segundo ele, serve como instrumento para aqueles que recorrem à mentira e à incompetência. O artigo faz referência a versos de Carlos Drummond de Andrade e da poetisa Ada Lima, de Areia Branca (RN), para ilustrar a situação de cidadãos que não tiveram acesso a serviços básicos.

Marcos Fabrício Lopes da Silva é pós-doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Literatura do Instituto de Letras da UnB (Universidade de Brasília). O artigo foi publicado no portal Campo Grande News e não reflete, necessariamente, a opinião do veículo.

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