terça-feira, 11 de agosto de 2026Notícias em tempo real
Ede Notícias Notícias de Mato Grosso do Sul, Brasil e entretenimento
Insights

Dólar a R$ 5,16 e Ibovespa tem maior queda em 5 meses

Por Ede Notícias · · 2 min de leitura
Dólar a R$ 5,16 e Ibovespa tem maior queda em 5 meses
Cédular do dólar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar fechou em alta de 0,98% nesta terça-feira (11), cotado a R$ 5,1606. O Ibovespa, por sua vez, caiu 2,50% e encerrou aos 167.875 pontos. O movimento do mercado foi influenciado pelas incertezas sobre as eleições e os juros no Brasil, além do impasse entre Irã e Estados Unidos sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.

A queda da bolsa foi a maior desde 12 de março, quando o índice recuou 2,55%. A moeda americana acumula alta de 1,52% na semana e de 1,80% em agosto. No ano, porém, o dólar ainda registra queda de 5,98%. A Bolsa soma perda de 5,77% no mês e avanço de 6,86% em 2026.

Parte da pressão veio de um relatório do JPMorgan. O banco reduziu a recomendação para o mercado brasileiro de “acima da média” para “neutra”. A instituição também diminuiu a projeção para o Ibovespa no fim deste ano, de 190 mil para 185 mil pontos.

O JPMorgan citou entre os riscos a possibilidade de interrupção dos cortes da Selic depois de setembro e os efeitos das eleições de outubro sobre os investimentos. O aumento da cautela afetou as ações brasileiras, o dólar e as taxas dos juros futuros.

No cenário econômico, o IPCA subiu 0,07% em julho, depois de avançar 0,16% no mês anterior. A inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,44%, dentro do limite da meta, mas acima do centro de 3%.

O Banco Central divulgou nesta terça a ata da última reunião do Copom. O documento afirma que a autoridade monetária poderá reagir “com firmeza” caso a volatilidade dos preços do petróleo provoque impactos relevantes sobre a inflação brasileira.

Na semana passada, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. O mercado passou a avaliar se haverá espaço para novos cortes nos próximos meses.

No exterior, as dúvidas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz mantiveram a pressão sobre os preços do petróleo. A rota concentra cerca de 20% do comércio mundial da commodity e segue no centro das negociações entre Irã e Estados Unidos.

Teerã apresentou condições para liberar a passagem de embarcações. Entre elas estão o fim do bloqueio naval e das sanções americanas, a retirada de tropas dos EUA das proximidades do Irã e a liberação de ativos iranianos congelados.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a cobrança de indenizações feita pelo governo iraniano. As divergências mantiveram as dúvidas sobre quando o tráfego comercial pelo estreito poderá voltar ao normal.

O barril do Brent, referência internacional, avançou 1,39%, para US$ 88,94. Já o WTI subiu 1,16%, cotado a US$ 83,08.

Compartilhar: WhatsApp Facebook X
Leia também