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Mãe relata emboscada e sequestro de bebê de 28 dias em Campo Grande

Por Ede Notícias · · 3 min de leitura
Mãe relata emboscada e sequestro de bebê de 28 dias em Campo Grande
Foto de Ayla divulgada pela família e Ministério da Justiça após suposto sequestro de bebê (Foto: Reprodução)

A adolescente de 17 anos, mãe da recém-nascida Ayla Emanuelly Pereira de Souza, que desapareceu com 28 dias de vida, contou à polícia que foi atraída para uma casa onde teria sido rendida e amarrada. Segundo a jovem, uma oferta de R$ 100 para cuidar de outro bebê terminou em uma emboscada na tarde de quinta-feira (6), em Campo Grande.

A família viu Ayla pela última vez por volta do meio-dia de quinta-feira. O boletim de ocorrência sobre o desaparecimento foi registrado às 5h55 de sexta-feira (7). Desde então, já são mais de 28 horas de investigação sem que a criança tenha sido encontrada.

Na manhã deste sábado (8), a reportagem esteve na casa da família, mas ninguém quis conversar. Segundo familiares, a orientação da polícia é para que não concedam entrevistas neste momento, para evitar interferências nas diligências.

Na noite de sexta-feira, porém, a mãe de Ayla conversou com a equipe de reportagem na porta da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). Ela relatou que o contato com a mulher apontada como suspeita começou depois de uma indicação feita por uma amiga de sua irmã. A mulher participava de um grupo de doação de roupas infantis e chegou a levar peças para Ayla.

Na primeira entrega, conforme a mãe, ela ainda estava na maternidade e as roupas foram recebidas pela avó. O contato continuou por mensagens. A mulher perguntava sobre Ayla e enviava fotografias de uma criança que dizia ser sua filha, atualmente com seis meses.

Na quinta-feira, a mulher teria oferecido R$ 100 para que a adolescente cuidasse da bebê por algumas horas. A mãe aceitou e foi ao endereço acompanhada da irmã, de 12 anos, e levando Ayla. Segundo seu relato, o imóvel era uma casa aparentemente normal. A mulher teria oferecido um copo de água e, pouco depois, chamado a adolescente para conhecer outra construção nos fundos.

A jovem afirma que, ao entrar no local, encontrou um homem esperando atrás da porta. O rapaz teria tentado fazê-la perder a consciência e depois a imobilizado. A adolescente conta que foi amarrada e mantida em um banheiro. A irmã, segundo a mesma versão, também teria sido rendida e levada para um quarto. Ayla permaneceu inicialmente com a garota de 12 anos.

Foi depois de recuperar a consciência, conforme o relato, que a mãe diz ter percebido que o objetivo seria levar sua filha. Ela afirma que perguntou à mulher o que estava acontecendo e ouviu dela que queria ficar com a recém-nascida. A adolescente também contou que os envolvidos teriam tentado fazê-la perder a consciência usando algo que ela identificou como álcool.

Investigação

O relato dado pela mãe é uma das versões apresentadas desde o início do caso. As circunstâncias exatas em que Ayla desapareceu ainda são investigadas pela Polícia Civil. No atendimento inicial, as adolescentes relataram que haviam sido mantidas contra a vontade em um imóvel e posteriormente deixadas sem a criança. Policiais chegaram a fazer buscas, mas o endereço onde elas afirmaram ter permanecido não foi localizado inicialmente.

Ao longo de sexta-feira, familiares foram ouvidos na DEPCA. Diferentes informações sobre as circunstâncias do desaparecimento surgiram durante a apuração, mas a Polícia Civil não divulgou até agora uma reconstrução completa da dinâmica. Ayla também passou a ser procurada por meio do Alerta Amber Brasil, sistema do Ministério da Justiça utilizado para ampliar rapidamente a divulgação de casos de desaparecimento de crianças e adolescentes considerados de alto risco.

Na manhã deste sábado, já se passaram cerca de 46 horas desde o último momento em que a família diz ter visto Ayla. Apesar das buscas e dos depoimentos colhidos, a bebê ainda não foi localizada. Antes de ser orientada a não voltar a conversar com a imprensa, a mãe disse acreditar que a filha continua viva e está por perto. “Eu só quero que a minha filha apareça, porque nós estamos muito desesperados, atrás dela. Espero que encontremos ela.” Ela também afirmou: “Eu sinto que ela está perto, que eu vou encontrar ela. Eu sinto isso”.

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