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Vereadores votam tombamento cultural das barracas de Anhanduí

Por Ede Notícias · · 2 min de leitura
Vereadores votam tombamento cultural das barracas de Anhanduí
Barracas às margens da rodovia BR- 163, em Anhanduí (Foto: Divulgação)

Os vereadores de Campo Grande votam nesta terça-feira (11) o tombamento das tradicionais barracas localizadas às margens da BR-163, no Distrito de Anhanduí, como patrimônio cultural do município. A pauta da Câmara Municipal inclui ainda a análise do projeto que institui o uso do “Cordão AVC Estrela”.

As barracas são conhecidas pela venda de produtos artesanais, doces caseiros, conservas, pimentas e outros gêneros produzidos por famílias da região. A atividade se tornou uma expressão da cultura popular e da economia criativa local. O projeto de lei foi apresentado pelo vereador André Salineiro (PL) com o objetivo de preservar o espaço.

O texto prevê que as barracas sejam inscritas no Livro de Tombo Histórico, Etnográfico e Paisagístico do Município de Campo Grande. Com isso, o local passaria a ser reconhecido como bem cultural de interesse histórico, social, econômico e cultural. Segundo a proposta, o município deverá promover ações de valorização cultural, turística e econômica do bem tombado, incluindo políticas públicas de fomento e capacitação para os trabalhadores locais, conforme a disponibilidade orçamentária.

A sessão também deve votar, em primeira discussão, o projeto de lei que cria o “Cordão AVC Estrela”. O item funcionaria como instrumento para identificar pessoas que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC). A proposta é do vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB). Na justificativa, ele afirma que o uso do cordão pode facilitar uma resposta imediata e possíveis intervenções.

Dívida previdenciária

Os parlamentares devem discutir ainda o projeto enviado pela Prefeitura que pede autorização para parcelar em 25 anos uma dívida previdenciária de R$ 2,38 bilhões. O valor corresponde a aportes não realizados entre 2010 e 2021.

O líder da prefeita Adriane Lopes (PP), vereador Beto Avelar (PP), afirmou que conseguiu as assinaturas necessárias para colocar o texto em regime de urgência na sessão do dia 6 de agosto. No entanto, após uma discussão sobre vetos na pauta da última semana, ele decidiu adiar a votação. Avelar avaliou que o plenário estava vazio para um tema dessa importância e deve apresentar novamente as assinaturas na próxima sessão.

O Executivo precisa da aprovação da Câmara até o fim do mês, prazo final para aderir ao programa do governo federal.

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