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Paciente espera 9 dias por ressonância e esposa denuncia falta de diagnóstico

Por Ede Notícias · · 2 min de leitura
Paciente espera 9 dias por ressonância e esposa denuncia falta de diagnóstico
Fachada da Santa Casa, onde o paciente aguarda para fazer o exame de ressonância magnética (Foto: Arquivo/Juliano Almeida)

Um paciente internado na Santa Casa de Campo Grande aguarda há nove dias pela realização de um exame de ressonância magnética. Jeferson Carvalho, de 49 anos, está hospitalizado há 12 dias e, segundo a esposa dele, Rozivania de Sá Silva, o exame é necessário para que o diagnóstico seja fechado e o tratamento comece.

A família afirma que a equipe do hospital informou que o equipamento de ressonância da unidade está em manutenção. “Meu esposo está aqui sem diagnóstico nenhum. Precisa fazer essa ressonância para saber o que ele tem e iniciar o tratamento”, relatou Rozivania.

Jeferson é aposentado por invalidez e tem histórico de doenças cardíacas, diabetes, hipertensão, neuropatia diabética e fibrilação. A esposa conta que ele procurou atendimento depois de passar cerca de um mês com dores fortes, que começam no quadril e vão até a metade da panturrilha. “Ele ficou mais de cinco dias sem dormir por causa da dor. Quando os médicos perguntavam para ele dar uma nota de zero a dez, ele respondia que era 20, porque era uma dor insuportável”, disse.

O paciente foi atendido primeiro em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), onde recebeu tramadol. Sem melhora, foi encaminhado para investigação e, no sábado à noite, conseguiu uma vaga na Santa Casa por meio da regulação. No hospital, fez duas tomografias que não apontaram a origem do problema, levando a equipe médica a pedir a ressonância magnética.

Enquanto espera pelo exame, o quadro de saúde de Jeferson piora. “Ele está perdendo a musculatura da perna, tem hora que não sente mais as pernas. A médica falou que é visível essa perda de massa, mas precisa da ressonância para descobrir onde está o problema e começar o tratamento”, afirmou Rozivania.

Ela também conta que o marido segue tomando apenas os remédios de uso contínuo e dipirona para dor. “Os médicos passam todos os dias, mas dizem que não podem fazer nada porque ele não tem diagnóstico. Primeiro deram tramadol, mas ele teve reação. Agora só estão dando apenas dipirona.”

A família está preocupada ainda com um sangramento na sonda do paciente. “Meu marido está sangrando pela sonda e eles não fazem nada. A médica disse que é sangue vivo, mas reforçou que precisa da ressonância para descobrir o que está acontecendo”, relatou.

Segundo Rozivania, todos os dias a família ouve que o equipamento será consertado, mas não há previsão para o exame. “Todo dia falam que a máquina vai ficar pronta. Hoje me ligaram dizendo que o conserto estava previsto para hoje, mas que ele ainda não faria a ressonância.”

A reportagem procurou a Santa Casa de Campo Grande para saber o motivo da interrupção dos exames, quantos pacientes esperam pelo procedimento, se há encaminhamento para outras unidades e a previsão de normalização. Até a publicação desta matéria, não houve retorno.

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