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Mensagem indígena ao Brasil: Respeito e direitos já

Por Ede Notícias · · 2 min de leitura
Mensagem indígena ao Brasil: Respeito e direitos já
Mensagem indígena ao Brasil: Respeito e direitos já

O professor indígena terena Kleber Gomes publicou um artigo em que se dirige aos brasileiros para corrigir o que chama de visão distorcida sobre os povos originários. Na mensagem, ele destaca que existem hoje no Brasil quase 400 povos indígenas, que falam cerca de 300 línguas.

Gomes afirma que a presença indígena nestas terras é de mais de 10 mil anos, muito anterior à chegada dos colonizadores no final do século 16. Ele ressalta que a história dos povos originários não começa em 1500 e que eles antecedem em muito a presença daqueles que, segundo ele, ainda tentam perpetuar uma colonização dos saberes, mentes, corpos e territórios indígenas.

O professor defende que os costumes, tradições, culturas e crenças indígenas sejam valorizados e respeitados. Ele nega que os povos originários sejam um entrave para o crescimento e o desenvolvimento do país, afirmando que nunca foram e jamais serão obstáculo para que o Brasil dê certo.

No artigo, Kleber Gomes também aborda a questão das demarcações de terras. Ele pede que os brasileiros não vejam os indígenas como bandidos ou invasores de propriedades. As retomadas de territórios, segundo ele, são ações concretas dos povos originários para retornar às suas áreas tradicionais, diante de uma nação que nega o que a Constituição lhes garante.

O texto ainda trata do racismo e da discriminação sofridos pelos indígenas. Gomes afirma que um dos objetivos é combater esses males e que a divulgação de informações corretas é uma forma de enfrentar a violência direcionada aos povos originários.

O professor explica que ser indígena independe do local onde a pessoa vive, seja em território tradicional, em área de retomada ou em contexto urbano. Ele também destaca a importância das línguas indígenas, que serviram de base para o português falado no Brasil, e critica as piadas e chacotas contra indígenas que não dominam o idioma oficial.

Gomes menciona a filosofia indígena do bem viver, que tem como base o coletivo e a defesa do meio ambiente. Ele afirma que o uso de tecnologias modernas por indígenas não apaga sua identidade ou cultura, citando como exemplo indígenas que atuam como pesquisadores e cientistas.

O autor conclui que ser indígena é uma questão de identidade e ancestralidade, e não de aparência ou dos bens que se possui. Ele convida os não indígenas a se juntarem aos povos originários na luta pela continuidade de sua história, culturas e tradições.

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