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Startup Summit reúne quase 30 países e mira negócios em SC

Evento em Florianópolis fecha edição recorde em presença internacional e anuncia aportes, programas de IA e parcerias com hubs estrangeiros

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Startup Summit reúne quase 30 países e mira negócios em SC

O Startup Summit 2026 reuniu delegações de quase 30 países no CentroSul, em Florianópolis, entre os dias 26 e 28 de agosto, consolidando a nona edição do evento como a mais internacional já realizada. A organização é do Sebrae em parceria com a Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), e a edição também trouxe anúncios de investimento e novos programas voltados a startups catarinenses, segundo apuraram Startupi, startups.com.br e a revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Enquanto a Startupi e a PEGN registraram a presença de 29 delegações internacionais, o startups.com.br apurou com a organização do evento o número de 28 instituições de 24 países e regiões, apontado como recorde por Alexandre Souza, gerente de Inovação do Sebrae. A divergência entre as fontes está na contagem exata de países e instituições, mas todas confirmam que a edição de 2026 ampliou significativamente a presença estrangeira em relação a anos anteriores.

Segundo o levantamento do startups.com.br, participaram representantes de países como Alemanha, Argentina, Canadá, China, Espanha, Estados Unidos, Israel, Japão, Portugal, Reino Unido e Rússia, entre outros, além de organizações como a Startup Portugal, a agência japonesa JETRO e o consulado americano em Porto Alegre. Na sexta-feira, dia de encerramento, a programação da plenária principal foi realizada integralmente em inglês, com tradução simultânea, de acordo com a PEGN.

Quem é afetado pela guinada internacional do evento

O público mais diretamente impactado pela estratégia de internacionalização são as startups catarinenses e brasileiras em fase de expansão. Segundo Henrique Bilbao, vice-presidente de Internacionalização da ACATE, em entrevista ao startups.com.br, a intenção é transformar o evento em um espaço de conexões que ultrapassem as fronteiras do estado e do país, permitindo que empreendedores de diferentes mercados encontrem soluções conjuntas.

Empresas de outros países da América Latina também entram no radar da organização. Alexandre Souza afirmou ao mesmo veículo que um dos objetivos é atrair startups de países como Colômbia, Argentina e Uruguai para se instalarem em Florianópolis e atenderem o mercado brasileiro a partir dali.

Grandes corporações e fundos de investimento completam o público de interesse. De acordo com a Startupi, a edição reuniu mais de 200 startups expositoras, cerca de 180 grandes empresas em busca de parcerias e mais de 150 fundos de venture capital circulando pelo evento.

O que muda na prática para empresas catarinenses

Para quem está à frente de negócios de tecnologia em Santa Catarina, o evento trouxe programas concretos de apoio. A ACATE lançou uma iniciativa voltada à adoção prática de inteligência artificial pelas empresas do setor, com círculos de discussão, compartilhamento de casos de uso e negociação coletiva de créditos com provedores como Google, Anthropic, AWS e Microsoft Azure, segundo a PEGN. A meta declarada é que 10 mil das 34,2 mil empresas de tecnologia do estado tenham produtos avançados em IA até 2031.

A ACATE também fechou parceria com dez hubs internacionais de apoio a empresas interessadas em mercados como China, Estônia e Alemanha, com plano de ampliar essa rede para 20 parceiros até o fim de 2027, conforme relatado ao startups.com.br.

No campo dos recursos financeiros, o Sebrae-SP anunciou aporte de R$ 100 milhões no Fundo Germina, gerido pelo BTG Pactual, dobrando o tamanho do fundo voltado a startups em estágio inicial, segundo a PEGN. A Magalu Cloud, por sua vez, lançou o programa de aceleração Magalu.Up em parceria com Sebrae e Founders Club, mirando cem empresas com faturamento recorrente mensal a partir de R$ 50 mil.

Números do ecossistema catarinense apresentados no evento

O Observatório ACATE 2026, apresentado durante o Startup Summit, mostrou que Santa Catarina se tornou o segundo maior polo gerador de empregos de tecnologia do Brasil, ultrapassando Minas Gerais, com 102,2 mil vagas formais no setor. O estado concentra 34,2 mil empresas de tecnologia, crescimento de 16,4% em relação ao ano anterior, e faturamento de R$ 47,9 bilhões, alta de 12,7%.

O setor de tecnologia já responde por 8% do PIB catarinense, segundo os dados citados pela PEGN, enquanto Florianópolis concentra a maior participação da tecnologia no PIB entre as capitais brasileiras. Há, porém, uma divergência entre as fontes quanto a esse percentual municipal: a Startupi menciona participação de 25% do PIB de Florianópolis, enquanto a PEGN cita 21% com base no mesmo Observatório ACATE. O texto mantém as duas versões porque nenhuma das reportagens esclarece a razão da diferença.

O estado também lançou a Jornada IBID SC 2030, iniciativa coordenada pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação para transformar indicadores do Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento em um plano executivo com metas até 2030, segundo a PEGN. Santa Catarina ocupa hoje a segunda posição nacional nesse índice.

O que fazer com essas informações na prática

Empreendedores catarinenses que buscam capital ou parcerias internacionais têm agora um canal mais direto de acesso às delegações estrangeiras presentes no evento, mas a aproximação inicial tende a ser educacional, não comercial. Alexandre Souza, do Sebrae, afirmou ao startups.com.br que o objetivo imediato de iniciativas como o intercâmbio com a China é entender modelos de tecnologia desenvolvidos lá fora, e não fechar negócios de imediato.

Quem tem interesse em programas concretos de aceleração ou financiamento deve acompanhar diretamente os canais da ACATE, do Sebrae/SC e da Magalu Cloud, já que os critérios de seleção do Magalu.Up e do Fundo Germina foram divulgados durante o evento, mas as inscrições e prazos específicos não constam nas reportagens disponíveis.

O que ainda falta confirmar

As fontes não detalham cronograma de inscrição para os novos programas de aceleração nem informam se haverá expansão do Startup Summit para outras cidades brasileiras. Também não há confirmação sobre o volume total de negócios fechados durante a edição de 2026, já que a organização classifica o momento como fase de aproximação com investidores internacionais, não de conclusão de contratos.

O leitor que acompanha o setor de tecnologia catarinense deve observar, nos próximos meses, a divulgação dos planos de ação da Jornada IBID SC 2030, prevista para novembro, e os primeiros resultados práticos das parcerias com hubs internacionais firmadas pela ACATE.

Fontes consultadas

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